Crônica Agon (Ἀγών) – Sobre o como lutar – Por Léo Daniel

CATEGORIA: Crônica
TÍTULO: Agon (Ἀγών)
Ou: sobre o como lutar

PSEUDÔNIMO: Léo Daniel

A vida por tanto ensinar ensina primeiro em como lutar porque muitos só aprendem no conflito, beirando ao ridículo e pondo em vista o pó da estrada onde cada passo, o leva pra mais perto do fim da jornada; sim a jornada finda! Depois das montanhas, a estrada finda! O que que resta? A causa que te leva a de volta para sua casa. Mas a travessia é uma luta…


Agon, termo grego que significa luta… Quem lutou primeiro? O Protagonista… Quem lutou depois? O Antagonista…
O protagonista lutou primeiro por justiça, já o antagonista começa o jogo de forma antiética e patética.


Mas um depende do outro, um se faz com o outro. E eles podem trocar de lugar, o protagonista pode virar o antagonista, e vice versa.
Não há o bem e o mal… Há atores e seus papéis. Há uma dualidade indispensável e única, há o ser e o seu duplo. Desmascarando toda ilusão e toda falta de fé, ofuscada pelo pó da estrada. É um protetor solar, e as marcas no rosto são elogios do criador. Assim, jogando domino com meu duplo e tendo ELE como árbitro o mundo se construiu.


Temos também, a luta pela vida, no leito de morte, na agonia buscando a respiração, quem agoniza consegue sua purificação, a vida passa em um segundo, deixando você pronto para o que pode ser a salvação.
Mas essa salvação é algo muito íntimo, não sendo uma garantia de um ritmo. A única garantia é ter bem claro que você lutou o bom combate, como dizia São Paulo.


A vida segue e tem muito a dizer, principalmente no silêncio, que faz a caminhada, com passos firmes, assegurando a justiça, assegurando a misericórdia, onde não há o mal e sim aquele que é teu duplo. Dualidade. Dia e Noite – Inverno e Verão…
Nesse mundo, às vezes não há nada que nos proteja, então faça da queda um rapel. Faça dos sonhos o canto de um menestrel, e lute com misericórdia e por justiça. Isso basta! Isso chega!


Aos antagonistas que estão sem visão, o que resta é uma chance a mais ou a menos – temporária, alternada e revezada com àqueles que estão em evolução…


Isso existe como eu já disse, para que haja a dualidade, e, sem a dualidade não há os mecanismos da vida. Tem um coro de anjos velando por isso. Antes de condenar quem tá sofrendo, sinta o frio gelado das calçadas, antes de achar que protagonistas e antagonistas são estáticos e não fatais, veja que se enganou… Quem pode dizer? Quem é o bem? Quem é o mal? Quem?

Leonardo Daniel Ribeiro Borges
(poeta, professor, radialista, escritor)
03/07/2021
Inhumas, Goiás

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