Crônica: A Inspiração

Crônica: A Inspiração

Ou: algo sobre o algo mais

PSEUDÔNIMO: Léo Daniel

A inspiração existe e ela não é visceral e nem vicária ou palpável, ela é indefinível e por ser a própria estrada não há uma placa de sinalização, e dessa maneira segue o poeta que conforme é a respiração de Calíope o ar vai para o pulmão dos corajosos… e sim, a inspiração existe, não é trabalho mas é entrega – entrega do corpo, entrega da alma… e assim sem sofrimentos subimos mais um degrau da escada.

Inspiração tem a ver com dom e dever. O Dom é um presente que te deram um donativo, e se paga caro por isso, o dever é uma obrigação espiritual e estética.

Quando não pudermos mais escrever. Quando o silêncio é mais prolongado a falta de inspiração já é uma forma de se inspirar.

Quando a mente está carregando uma multidão de pensamentos é hora da respiração, do olhar para se afastar dessa multidão e sozinho escrever apenas com o amor e volição.

Quando só soubermos do início do texto corra, corra bem rápido e escreva, pois o resto do texto apenas se deriva do início que já veio.

Transpiração também existe ela na verdade habita o corpo de mestres da humanidade, já que sentem no corpo a alma em respiração. É algo mágico. Com a transpiração somente falta algo, falta poesia – e ela, a poesia – é o mais importante. A poesia é a alma do poema… o poema é obra de onde se vê a beleza.

Portanto, a falta de inspiração deve ser vista com naturalidade ou como um desafio?

 É na verdade as duas coisas porque primeiro ela pode ocorrer com qualquer poeta e ela não é a técnica e pode acontecer assim com naturalidade; e o desafio contínua, pois precisamos de mais obras. O desafio começa quando a gente escrever um pequeno texto, algumas frases e, e aos poucos, vai ligando uma frase com a outra, é um belo exercício literário.

Outro exercício é decorar ou ler em voz alta alguns poemas de poetas que você preferiu. Depois faça o mesmo com poemas seus, esse exercício serve para dar voz a você mesma, que não está escrevendo, e teme perder o dom.

O último exercício é comparar um poema antigo com um poema novo, para ver sua evolução e progresso como escritor sem perder a chama da poesia que sempre alcançou o alto das montanhas.

Parece meio bobo esses exercícios, mas eu aplico em mim mesmo, esses mesmos exercícios têm seu valor e importância. E é aqui que mora a função social da poesia, o engajamento, e a sobriedade. Pesar que eu não acredito nisso, pois a poesia não deve se ater em dogmas e matemática, mas na própria inspiração.

Leonardo Daniel Ribeiro Borges

(poeta, professor, radialista, escritor)

16/05/2021

Inhumas, Goiás

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