Motorista conta que foi multado por furar o sinal vermelho em rua que não tem semáforo em Goiânia

Motorista conta que foi multado por furar o sinal vermelho em rua que não tem semáforo em Goiânia

O motorista Adriano Alves de Jesus levou um susto após receber uma multa de avanço de sinal vermelho em um local onde não há sinaleiro, em Goiânia. Ele conta que, após receber a notificação, já entrou com três recursos, dos quais dois foram negados com alegação de que o agente que o multou tem “fé pública”, que é um termo jurídico que dá crédito a documentos emitidos por servidores públicos.

“Eu fiquei indignado quando chegou para mim a notificação de que eu tinha perdido porque constava para eles que aqui tinha um agente de trânsito e que me viu avançando o sinal vermelho, que não existe”, disse.

Segundo Adriano, a notificação de trânsito por avançar o sinal vermelho aconteceu no dia 9 de abril de 2020, no cruzamento das avenidas T-10 e T-30, no Setor Bueno. No local, só tem uma faixa de pedestres.

Além disso, conforme o motorista, no dia da infração, ele foi trabalhar e deixou o carro na garagem de casa.

“De dia, eu trabalho como motorista de viaturas. À noite, eu trabalho com moto, ou seja, eu fico o tempo todo de moto. É raro eu sair de casa de carro. No dia, eu estava de plantão e eu trabalho até umas 19h. A multa aconteceu pouco antes das 18h. Eu fiquei estarrecido, porque o carro nem estava comigo”, disse.

Após ser notificado pela multa, Adriano disse que entrou com o primeiro recurso em janeiro deste ano, que logo foi negado pela Secretaria de Mobilidade de Goiânia (SMM). Em seguida, ele entrou com outro recurso no órgão, mas também foi rejeitado.

No dia 14 de abril deste ano, o motorista entrou novamente com recurso. Desta vez, no Conselho Estadual de Trânsito de Goiás (Cetran-GO).

“Eu fui atrás para saber como proceder, vim aqui, tirei foto do local, esperei a notificação chegar em casa. No primeiro recurso eu aleguei que no local não existia semáforo e pedi que fosse averiguada a justificativa da multa. Na segunda, eu pedi que um engenheiro fosse ao local para certificar as fotos que enviei, para que não fosse computada a multa e os pontos na carteira, e, desde então, são gastos, idas, ligação, protocolo e nada se resolve”, reclama.

Segundo o Conselho Estadual de Trânsito, ainda não há uma decisão para a contestação feita por Adriano.

Já a Secretaria de Mobilidade de Goiânia (SMM) informou que vai avaliar qual foi o relatório analisado pelos julgadores. Segundo a pasta, essa nova análise será feita por uma junta de três integrantes e, até a próxima quarta-feira (5), deve ser concluída.

Adriano levou sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 300. A infração é considerada gravíssima.

“Eu estou aguardando o prazo que o conselho pediu. Se não tiver resposta, eu vou entrar na Justiça, porque além de estar perdendo tempo, estou perdendo dinheiro. O sentimento é de revolta, porque eu acho que Conselho de Recurso das Multas não funciona de fato”, desabafou.

Fonte: G1-Goiás

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